Autoclave

O QUE SABER SOBRE AUTOCLAVES DE BANCADA

Existem autoclaves verticais e horizontais. De forma sucinta, as verticais estão muito presentes em laboratórios, faculdades e hospitais, possuem tampa na parte superior, usam cesto e são de grande porte. As horizontais, conhecidas como ‘autoclaves de bancadas ou mesa’, são utilizadas em consultórios, clínicas, postos de saúde, laboratórios e hospitais. Estão na categoria ‘small sterilizers’, com capacidade para até 1 EU-Unidade de Esterilização ou 60 litros, conforme Norma Internacional EN13060:14.

A Woson possui expertise no segmento das autoclaves horizontais, nas versões de 2, 8, 12, 18, 23 e 45 litros.

Necessidade do usuário

Qual a capacidade ideal de autoclave? 

A que apresentar o custo ajustado aos benefícios ofertados, corretamente dimensionada para as necessidades e demandas do usuário, com tecnologia de última geração capaz de subir a régua da qualidade no controle de infecção em ambientes de saúde.  

É o perfil do usuário que vai determinar a classe, o modelo, a capacidade e os recursos da autoclave. As especialidades têm forte influência na escolha da autoclave. Por exemplo, em Odontologia, um ortodontista tem necessidade e demanda diferentes de um Implantodontista. Isso vale para outras áreas de Saúde.

O ponto em comum é que todos necessitam de produtos estéreis e de uma autoclave para o exercício de suas profissões.

O que é uma autoclave?

A autoclave é um aparelho de esterilização de instrumentos e materiais que opera usando vapor de água sob pressão, a alta temperatura, durante determinado tempo. Estes parâmetros seguem normas nacionais e internacionais.

As autoclaves mais comuns, no Brasil, até recentemente, eram as que aqueciam a água através da imersão de resistência, para produzir vapor e gerar pressão dentro de uma câmara de aço inox, esterilizar e secar precariamente o material autoclavado com porta aberta. Esta categoria de autoclaves que operam somente com pressão positiva, está em conformidade com a Norma NBR 11817 que fixa requisitos para esterilizadores a vapor com capacidade volumétrica abaixo de100 litros.

Com o avanço das tecnologias de esterilização, estas autoclaves passaram a ser conhecidas por “Gravitacionais Classe N”, conforme a Norma EN13060:14. Há outra categoria que opera com apenas UM ciclo de pré-vácuo e secagem com porta fechada, conhecidas como “Classe S”. E há uma terceira categoria conhecida por “Pré-Vácuo Classe B”.

A Woson não possui a “Classe S” em sua linha. Ver: https://www.wosonlatam.com.br/saiba-o-porque-de-autoclaves-de-ciclo-b-n-s.   

O que é autoclave Classe B Pré-Vácuo?

São as que possuem TRÊS ou QUATRO ciclos de pré-vácuo antes da fase de esterilização, produção de vapor fora da câmara de inox para injeção (de vapor) dentro (da câmara e do material empacotado), secagem a vácuo (com porta fechada) e registro eletrônico de dados no fim do ciclo.  

As autoclaves Classe B pré-vácuo têm amplo espectro de programas de esterilização e testes. São mais universais que as duas categorias acima. Possuem potente bomba de vácuo e admissão de ar para quebra-vácuo através de filtro hidrófobo bacteriano para garantia a esterilidade do material.

Como funcionam as autoclaves Classe N gravitacionais?

São abastecidas com água destilada ou bidestilada diretamente dentro das câmaras de inox e não armazenam líquido destilado em reservatórios para evitar o comprometimento de sua pureza, caso fiquem sem utilização por dias seguidos. Possuem resistência dentro da câmara de inox para aquecimento do líquido destilado por contato direto e gerar vapor saturado. Este vapor cria pressão de 121°C ou 134°C, conforme a carga a esterilizar.

A Woson possui 2 modelos gravitacionais: Dolphinn e Tanda Color. O modelo Dolphinn é básico e seca com porta semiaberta. O modelo Tanda Color é mais completo, com tecnologia mais avançada e possui secagem automática com porta fechada.

Ambos operam com sensor de pressão PT1000 e de temperatura, que controlam estes dois parâmetros fundamentais, com pouca variação para garantir mais qualidade e segurança ao processo de esterilização. E retiram bolhas de ar das cargas no início do processo, favorecendo a esterilização e a secagem no final. Para conhecer o ciclo das autoclaves Classe N Gravitacionais aqui.

Como funcionam as autoclaves Classe B pré-vácuos?

As autoclaves Classe B pré-vácuos Woson são a última geração em autoclaves.

São abastecidas com água destilada ou bidestiladas em reservatório na parte externa superior, dotado com sensor monitor da qualidade e pureza do líquido.

O líquido destilado alimenta uma bomba de vapor que o injeta dentro da câmara de inox. Sua bomba geradora de vácuo cria 3 fases de pressão negativa dentro da câmara que favorecem a penetração do vapor dentro da carga empacotada e aumenta a eficiência e efetividade da esterilização. A presença de apenas vapor (e não água condensada) dentro da câmara vai favorecer a secagem absoluta no fim do ciclo.

As Classe B pré-vácuo também operam com temperatura de 121°C ou 134°C, porém a faixa de pressão é mais ampla, varia de -90 a +230kPa, e isso a torna mais universal, sendo indicada para esterilizar, além dos tradicionais materiais cirúrgicos empacotados, também têxteis, campos de borracha, ocos e canulados, articulados, superfícies diamantadas, pontas cirúrgicas, contra ângulos, alta rotações etc. Estão preparadas para testes Bowie & Dick, Hélix e Leak-test (vácuo).

Durante a fase de esterilização, os sensores, de pressão PT1000 e de temperatura, atuam em sincronia e controlam estes dois parâmetros evitando variação significativa entre os dois e garantindo mais qualidade no processo.

Terminada a fase de esterilização, o sistema quebra-vácuo entra em ação, admite ar externo através filtro hidrófobo bacteriano de 22µ para neutralizar a pressão atmosférica dentro da câmara de inox e manter a esterilidade do material autoclavado.

Ao final do ciclo, via conexão USB ou termo impressora, são registrados dados de 30” em 30”, importantes para o profissional documentar o processo de esterilização.

Indicadas para profissionais exigentes e preocupados com o máximo de segurança a seus pacientes, segurança para si mesmo e à sua equipe, ao oferecer o que há de melhor e mais completo em controle de infecção e biossegurança.

Considerações sobre Controle de Infecção

O Controle de Infecção é ponto central em atividades de Saúde. Não se restringe apenas às CME’s, e leva em conta:

  • projeto e construção do espaço físico, com foco na produtividade, conforto e ergonomia dos conjuntos odontológicos, armários e periféricos;
  • correto dimensionamento da rede de ar comprimido, sistema de sucção, rede elétrica, iluminação e luz natural, ventilação, circulação de pessoas (profissionais, funcionários, pacientes, acompanhantes, equipes de limpeza, manutenção e afins);
  • áreas de apoio: raios-x e revelação, armazenamento, expurgos e gestão de resíduos;

Dentro do universo da biossegurança, o planejamento pontual das CME’s segue os Procedimentos Operacionais Padrão (POP), conforme RDC 15, da ANVISA:

  • circulação do material contaminado e sua saída, com segurança para profissionais e pacientes;
  • entrada de material contaminado, expurgo de sujidades e descartáveis.;
  • bancada feita com material apropriado a limpeza e desinfecção, pia profunda e água corrente com jato abundante para a pré-lavagem;
  • revestimentos com cantos arredondados apropriados a limpeza e desinfecção;
  • lavadoras ultrassônicas, lupas, luminárias, bico de ar isento de óleo para secagem de material, destiladoras, seladoras de papel grau cirúrgico;
  • áreas de empacotamento e selagem;
  • espaço planejado prevendo ventilação no entorno das autoclaves;
  • locais para gestão e armazenamento de material estéril;
  • locais para acondicionamento de desinfetantes, sabões, detergentes, escovas, buchas etc;
  • locais para embalagens, fitas, indicadores químicos e biológicos;
  • equipamentos de proteção individual (EPI’s);
Decreto Municipal de Ribeirão Preto Nº118 - 24 de maio de 2021 Links Úteis