Principais Mitos sobre Biossegurança

Principais Mitos sobre Biossegurança


Por muitos anos, a Biossegurança não foi tratada na graduação como uma disciplina de importância fundamental em todas as áreas e atividades práticas, o que ocasionou o surgimento de alguns mitos. Seguem alguns:


Toda esterilização em autoclave é segura! 

Não é verdade. Certamente existem equipamentos mais seguros que outros a depender de diversas características técnicas (câmara interna de aço inoxidável, processamento automático, processo de pré-vácuo, reservatório de água, secagem com porta fechada e outros). Além disso, os indicadores químicos (integrador químico) e biológico devem ser sistematicamente utilizados. Não menos importante é a limpeza do artigo. A remoção total de sujidade orgânica e inorgânica dos artigos é fundamental para o sucesso de esterilização.


Óculos, avental e gorro atrapalham o profissional

 O EPI é essencial para a segurança da equipe no cotidiano da clínica odontológica. Óculos de proteção devem ser utilizados por todos da equipe de trabalho e pacientes. Existem óculos com película antiembaçante, inclusive para o profissional que utiliza óculos de grau. O avental de manga longa e punho estreito e o gorro são igualmente importantes para todos os procedimentos. Estes auxiliam na prevenção da infecção cruzada. A máscara deve ser utilizada de forma correta, protegendo as vias aéreas: boca e nariz. As luvas, além de descartáveis para cada paciente, não devem ser utilizadas por mais de 40 minutos.


Utilização de sabão ou detergente doméstico é efetiva na lavagem de instrumental

 Outra inverdade que a maioria dos profissionais desconhece. É de extrema importância diferenciar a ação do sabão e detergente comum (emulsificadores de gordura) do detergente enzimático que atua na quebra da rede de fibrina do sangue e tem ação enzimática na matéria orgânica aderida ao instrumental. Atualmente já se utiliza o detergente alcalino em hospitais.


É muito arriscado atender paciente HIV positivo

 Realmente, é perigoso atender o paciente HIV+ ou HIV-AIDS, mas o risco é maior para o próprio paciente. Este é altamente vulnerável às infecções de toda ordem. O risco de o profissional adquirir o vírus num acidente perfurocortante é muito pequeno, menor que 0,5%. É importante esclarecer que o Cirurgião-Dentista e a equipe auxiliar que notificar o acidente com material biológico a órgãos competentes (Ministério da Saúde) tem o direito, por constituição, de receber gratuitamente o coquetel para HIV, bem como os procedimentos de urgência para Hepatite B e C.


Até a próxima!

Escrito por:

  • Depoimento - Dra. Lusiane Borges
    Dra. Lusiane Borges
    Cirurgiã-Dentista, Biomédica, com especialidade em Microbiologia, Epidemiologia, MBA em Esterilização.