Você não está sozinho - Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Dá para prevenir. Dá para evitar!

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente a campanha Setembro Amarelo®, como prevenção contra os males do suicídio.

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, em 2020, é o dia 10 deste mês, oficialmente. A campanha, no entanto, é algo que não deve parar, precisa ser feita diuturnamente, durante todo o ano, porque sempre há alguém precisando de ajuda. Estima-se que a cada 30 segundos acontece um suicídio no mundo, portanto a guarda não pode ser baixada. Prevenir para reduzir este índice é um compromisso de toda a sociedade, em todos os níveis, do coletivo ao individual.

A ABP define o suicídio como “um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional (...) usando um meio que ele acredita ser letal. (...) É um comportamento com determinantes multifatoriais e resultado de uma completa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais. Dessa forma deve ser considerado como o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser considerado de forma causal e simplista apenas a determinados acontecimentos pontuais da vida do sujeito. É a consequência final de um processo.” (da cartilha “Suicídio – Informando para Prevenir”)

O suicídio, em todas as faixas de idade, é um sério problema de Saúde Pública! No Brasil, são cerca de 12.000 anuais. No mundo, chega a 1.000.000! E os números tendem a crescer, potencializados pelos efeitos colaterais da Covid-19. A maioria das vítimas desta doença silenciosa são jovens entre 15 e 30 anos e idosos acima de 65, atingindo 3 homens para cada mulher.

Segundo a ABP, as principais causas são depressão (uma doença muito prevalente na sociedade moderna, mas de raízes muito profundas) e transtorno bipolares, juntos ou associados. Também alcoolismo e consumo de drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia.

No grupo de jovens, a complexidade aumenta com os problemas emocionais familiares e sociais típicos da idade, passando por transtornos psíquicos, rejeição, negligência, abuso psicológico, físico e sexual. O conflito de identidade sexual é considerável para grande número de jovens, e como tal deve ser considerado entre as causas.  

Entre idosos, as causas principais acentuam-se com perdas de parentes, de cônjuge, solidão, relacionamento conflituoso entre familiares, enfermidades degenerativas, sentimento de inutilidade e o doloroso sentimento de se considerar um peso morto, um fardo insuportável para seus familiares.

A faixa etária adulta, de forma geral, é também afetada por problemas financeiros individuais e ou coletivos, crises econômicas e de desemprego, que contribuem muito para o afunilamento das perspectivas futuras.

Há fatores que aumentam o risco do suicídio: abuso sexual na infância, tentativa prévia frustrada de matar-se, período recente de alta de internação psiquiátrica, doenças incapacitantes, impulsividade, agressividade, isolamento social, suicídio na família, doenças mentais etc.

Não se pode esquecer que o suicídio é um desfecho de um processo multifatorial, de alta complexidade e exige atenção redobrada e cuidadosa de toda a sociedade. Felizmente, há meios de proteger contra o potencial ato de suicídio. Uma delas, talvez a mais eficaz, é acabar com o tabu sobre o assunto e abrir ampla discussão sobre o tema.

Há ações objetivas e protetivas como: tratar a doença mental, desenvolver meio de aumentar a autoestima, oferecer bom suporte familiar, favorecer a capacidade de adaptação positiva e de resolução de problemas, trabalhar, ocupar-se com atividades cooperativas, estabelecer laços sociais com amigos e familiares, estabelecer relacionamento terapêutico positivo, frequentar atividades religiosas ou que despertem propósito na vida, oferecer ou encontrar sentido existencial, despertar senso de responsabilidade com a família, ter a presença de crianças em casa, iniciar atividades prazerosas ou que tenham significado, reduzir ou evitar o uso de álcool e outras drogas.

Felizmente, a imensa maioria das pessoas que pensa em suicídio encontra melhores modos de lidar com os problemas e superá-los, principalmente se identifica o problema e busca os diversos modos saudáveis e construtivos de enfrentá-lo.

Para mais informações e adoção de meios para ajudar a prevenir este mal que assola tantas pessoas no mundo, acesse o informativo clicando aqui.

WOSON

Qualidade de vida é a energia que nos move.

Escrito por:

  • Depoimento - Waldomiro Peixoto
    Waldomiro Peixoto
    Consultor Técnico Woson