Enxágue, Secagem, Inspeção e Empacotamento

A esterilização mais eficaz que se conhece é a realizada por autoclaves (calor+pressão+tempo). A última geração de autoclaves, conhecida por “Geração Pré-Vácuo”, acrescenta pré-aquecimento de câmara, injeção a vapor, 3 fases pré-vácuo e secagem vácuo com porta fechada: uma “re(e)volução” tecnológica que muda os parâmetros na segurança dos profissionais e pacientes. Mesmo assim, sua eficácia continua dependendo de corretas lavagens mecânica e ultrassônica dos materiais contaminados. O mesmo se espera do enxágue, secagem, inspeção visual e empacotamento.

 

Enxágue: depois das lavagens mecânica, com sabões ou detergentes, e ultrassônica, com líquidos enzimáticos, deve ser executado o enxágue com água corrente abundante e boa pressão em cubas profundas adequadas.

 

Secagem: imediatamente depois do enxágue, é importante para eliminar sais minerais e impurezas comuns na água de torneira, que potencializam manchas e danos nas superfícies e no fio dos instrumentos. Complementar secagem com ar comprimido isento de óleo lubrificante e tratado por filtros de rede. O jato de ar elimina resíduos de tecidos que poderão marcar os instrumentos após a secagem da autoclave. 

 

Inspeção visual: imediatamente após a secagem com ar comprimido, estender sobre bancada um pano branco limpo e seco, e inspecionar com uma lupa. “Esta fase ratifica a eficácia da limpeza realizada no início do processo”, (Borges), e permite retificar/reprocessar a limpeza, em caso de sujidades presentes.

 

Embalagem: “A embalagem/barreira dos materiais é etapa essencial para garantia do sucesso no processo de esterilização e, sobretudo pós-esterilização.” (Borges). A selagem eficaz garante o material esterilizado até o momento de ser utilizado no paciente.

 

Barreiras: conforme ANVISA, as preconizadas são o SMS – Spunblonded Meltblown Spunblond, papel crepado, papel grau cirúrgico e caixas perfuradas envoltas por papel grau cirúrgico. Este possui micro porosidade na lâmina de papel que abre quando molhado, motivo pelo qual deve sair COMPLETAMENTE seco da autoclave. Uma vez seco, a micro porosidade se fecha e bloqueia a recontaminação do material estéril.

 

Selagem: exige aderência absoluta entre lâminas de papel e plástico, com 10mm no mínimo, para evitar descolamento durante esterilização e recontaminação durante a manipulação pós-autoclavagem.

 

Recomendação: empacotar material da mesma natureza para aquecimento e esterilização homogêneos e gestão eficiente de armazenamento. Evitar fio contra fio para minimizar danos no corte durante manipulação. 

 

Armazenagem:  depois da secagem da autoclave e antes do armazenamento, fazer nova inspeção visual no selamento e eventual perfuração de pacotes. Refazer os pacotes perfurados e a esterilização. Armazenar em lugar fresco e seco, isento de bolor ou mofo. O bolor contamina e o mofo corrói os pacotes. Usar pedra-cânfora junto aos pacotes para afugentar roedores de papel ressecado, comum depois da autoclavagem.

WOSON

Um novo jeito de praticar saúde.

Escrito por:

  • Depoimento - Waldomiro Peixoto
    Waldomiro Peixoto
    Consultor Técnico Woson